quinta-feira, 16 de março de 2017

Dia 15 de março, dia de luta! Trabalhadores e trabalhadoras rurais tomam a Esplanada







FOTO: Patrícia Costa




Os dois mil trabalhadores e trabalhadoras rurais que participam do 12º CNTTR juntaram-se a outros movimentos sociais do campo, a professores, profissionais de saúde e profissionais de outras categorias no Dia Nacional de Mobilização hoje no Ministério da Fazenda contra o desmonte da Previdência Social, a reforma trabalhista e todas as tentativas de retiradas de direitos dos(as) trabalhadores(as) brasileiros(as). De acordo com a Polícia Militar, dez mil pessoas participaram do ato nesta manhã.


Trata-se de um dos grandes atos previstos para hoje (15), marcado para ser um dia de mobilização e paralisações no País de todos(as) os(as) trabalhadores(as) brasileiros(as), do campo e da cidade. Centrais sindicais e os movimentos sociais querem mostrar para o Congresso Nacional que o povo brasileiro não vai aceitar ser prejudicado, quando existem dezenas de mudanças que devem ser feitas para melhorar a economia e que não oneram os trabalhadores(as), como o fim da sonegação de impostos, a cobrança das dívidas de empresas devedoras, a auditoria da dívida pública, a taxação de grandes fortunas, uma reforma tributária justa, o fim dos desvios de dinheiro e corrupção, entre muitas outras medidas.


A importância de estar na rua



O sol forte iluminou a caminhada unitária, que partiu da Catedral, seguiu pela Esplanada passando em frente ao Congresso Nacional e depois até o Ministério da Fazenda, onde as entidades que compõem o campo unitário já estavam desde às 5h da manhã de hoje (15). De acordo com a delegada do 12º CNTTR Josefa Rita da Silva, "estamos aqui lutando contra esse que é o pior golpe: o que tira nossos direitos e quer nos matar devagarinho, congelando nossas possibilidades de vida. Estamos aqui para ensinar aos nossos filhos e filhas que temos que lutar pelo que acreditamos. Não vamos deixar esse governo que está aí tirar o que conquistamos", afirmou.



Para o delegado do 12º CNTTR Raimundo Lopes da Silva, "nossa intenção é eliminar essa proposta de reforma da Previdência Social, não queremos que passe de jeito nenhum. Temos companheiros no município que morreram sem se aposentar e, com essa reforma, essa será a regra. Não queremos isso. Sou lavrador e sei na pele que temos que lutar pelos nossos direitos", contou.

Nenhum direito a menos



A secretária de Mulheres da CONTAG, Alessandra Lunas, afirmou que as mulheres, rurais e urbanas, precisam continuar unidas para evitar a aprovação dessas propostas, porque prejudicam as trabalhadoras, as mães, as jovens, as idosas, todas que precisam ainda hoje lidar com as injustiças de um mundo em que não há igualdade de gênero. “As mulheres trabalham mais e, no campo, morrem mais cedo. Começamos a trabalhar antes dos 14 anos para, aos 55 ter direito somente a um salário mínimo. Querem nos impor esperar mais dez anos por esse direito, sem considerar a tripla jornada de trabalho, a falta de creches, de saúde e de estrutura no meio rural. Não podemos deixar que isso aconteça”.



Para o secretário de Finanças e Administração da CONTAG, Aristides Santos, “é fundamental a presença dos trabalhadores e trabalhadoras rurais para barrar essa reforma. Nós já temos o mínimo e não podemos aceitar esse desmonte da Previdência Social, que nos tirará até isso. Somos contra também da reforma trabalhista e de qualquer política que queira retirar direitos dos(as) trabalhadores(as). Estamos em uma luta unitária por nenhum direito a menos”, garantiu o dirigente.

FONTE: Assessoria de Comunicação do 12º CNTTR - Lívia Barreto