
A barraca da Teteia já é conhecida na feira de Castilho (SP), que acontece na pracinha da cidade às quartas-feiras, onde são vendidos queijos e requeijões artesanais, além de pasteis e salgados. A produção e a comercialização é da assentada Fatima Vieira de Souza Ribeiro, 46 anos, conhecida como Teteia, produtora do assentamento São Joaquim, em Castilho. Às sextas-feiras ela também trabalha na feira do bairro Vila Mineira, no município de Andradina.
O carro-chefe de Teteia são os queijos e requeijões, que ela comercializa diretamente ou por meio de entrega no atacado para revendedores. Sua produção semanal atualmente é de 50 peças de queijo e 100 de requeijão, garantindo uma renda líquida mensal de R$ 5 mil. O queijo é vendido a R$ 14 e o requeijão a R$ 10 (350 gramas) e R$ 16 (700 gramas). “Eu andava a pé e de carroça, agora tenho carro, caminhonete e uma boa casa. Tudo isso eu consegui com a produção de queijos. Antes de a feira começar já se forma uma fila para comprar meus produtos”, afirma a assentada.
O sucesso de suas receitas surgiu por acaso. Antes de ser beneficiária de reforma agrária em São Paulo, Teteia trabalhava na lavoura no Mato Grosso do Sul. Após sofrer algumas perdas na produção em 1996, ela pensou em uma saída para ajudar a família a gerar renda. “Eu queria fazer queijos e requeijões, mas não sabia como. Foi coisa de Deus. Um conhecido falou que estava perdendo leite e eu resolvi aproveitar o produto dele. Fui perguntando para um e outro como fazia e deu certo”, lembra.
Mais tarde, Teteia, que define sua vida como “uma lição”, tornou-se acampada na região de Castilho. Em 2002, recebeu seu lote de reforma agrária. Sempre investindo na produção de queijos e requeijões, Teteia chegou a ter seis mulheres no auxílio ao trabalho de cozinha, além de contar com revendedores em Castilho, Andradina, Ilha Solteira e Três Lagoas (MS). Mas atualmente ela reduziu sua produção por questões de saúde: “Era muito desgastante. Resolvi não fazer mais essas loucuras”, pontua.
A primeira panela que usou é uma relíquia, conforme conta a assentada: “Guardei de lembrança. Não dou e não vendo para ninguém”, diz ela, que atualmente conta com seis unidades de fogões, de panelas e de freezers, garantindo a produção e armazenamento de queijos e requeijões.
fonte do incra
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