quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Construção de escolas do campo e fortalecimento da educação de jovens e adultos são temas de debate entre CONTAG e governo





Mais de 37 mil escolas do campo foram fechadas na maior parte dos municípios brasileiros nos últimos 15 anos – 4 mil delas apenas no ano de 2014. Esse número aponta o descaso com que governos estaduais e municipais tratam a educação do campo, preferindo adotar redes de transportes (muitas vezes precárias) para levar as crianças e adolescentes para escolas nas cidades, em viagem que podem durar horas e tiram a qualidade de vida dos alunos e de suas famílias. Além disso, nos meios urbanos, as crianças que nasceram e cresceram no meio rural não encontram conteúdos adequados às realidades em que vivem e não aprendem sobre preservação do meio ambiente, cuidado com a terra e outros conhecimentos fundamentais para o desenvolvimento da vida no meio rural.

Para discutir a criação de políticas públicas para a construção de escolas do campo - e também para coibir o fechamento de outras escolas do meio rural - movimentos sociais, representantes de universidades federais e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi/MEC )se reuniram na manhã de hoje (10) no MEC. A CONTAG participou da reunião como integrante do Fórum Nacional de Educação do Campo (Fonec), do qual fazem parte outras entidades de defesa dos trabalhadores (as) rurais, movimentos sociais e universidades federais.

Os encaminhamentos da reunião foram a criação de um Grupo de Trabalho, por meio de Portaria Ministerial, formado pelas universidades e movimentos sociais, para elaborar uma política de construção de escolas do campo com base nas metodologias adequadas, como a pedagogia da alternância, conteúdo adequado à realidade do campo, inclusão digital, estruturas adequadas para ensino, capacitação de professores e outros elementos fundamentais para oferecer uma educação digna e de qualidade para os moradores do campo, da floresta e das águas.

Outra decisão tomada na reunião foi a elaboração de dois planos de trabalho. Um deles para a criação de um banco de dados sobre a situação atual das escolas do campo – quantas são, onde estão localizadas, quantos professores atuam nessa rede e outras informações.  O outro plano de trabalho tratará de uma proposta para uma grande mobilização nacional para a conscientização da sociedade brasileira sobra a importância da educação do campo para o desenvolvimento do país.


Educação de Jovens e Adultos

A CONTAG acredita é que fundamental a redefinição da política de educação de jovens e adultos no Brasil, porque é necessário atender à demanda e as especificidades da realidade do meio rural. Cerca de 37% dos moradores de municípios rurais do país são considerados analfabetos, um índice inaceitável para garantir o desenvolvimento e a vida digna para os (as) cidadãos (ãs)  brasileiros (as).

Para se pronunciar sobre a importância dessa redefinição a CONTAG participa na tarde de hoje (10) de Reunião ordinária da Comissão Nacional de Alfabetização de Jovens e Adultos, no MEC. Outros pontos da pauta são a realização do Seminário Internacional de Educação ao Longo da Vida e a elaboração de uma base comum nacional da Educação de Jovens e Adultos.




FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Lívia Barreto