quinta-feira, 1 de junho de 2017

CONTAG e Centrais Sindicais se reúnem com os Senadores Renan Calheiros e Paulo Paim








FOTO: Adriana Fetzer


O presidente da CONTAG Aristides Santos e a secretária de Juventude da Confederação, Mônica Bufon Augusto, juntos com representantes de outras Confederações e Centrais Sindicais, se reuniram nessa quarta-feira (31) com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, com o senador Roberto Requião (PMDB-PR), senador Paulo Paim (PT-RS), e o deputado federal Bebeto (PSB-BA), entre outros, para discutirem estratégias para votação da Reforma Trabalhista no Senado.

Renan Calheiros afirmou: “não sou contra a reforma trabalhista, mas não admito que ela venha precarizar as relações de trabalho. No próprio PMDB têm deputados e senadores que pensam diferente”, disse.



POSIÇÃO DA CONTAG

A CONTAG mais uma vez reafirmou sua posição contrária à reforma trabalhista. “Se esse Projeto de Lei passar da forma que está, nós teremos tão logo no campo brasileiro a volta do trabalho escravo, pois o PL afirma que o acordo entre patrão e trabalhador(a) vai valer mais do que o que está na Lei, ou seja, o patrão vai acabar impondo a força do capital sobre os trabalhadores(as)”, denunciou o presidente da CONTAG, Aristides Santos.

Ao final foram apontadas várias estratégias em defesa dos interesses da classe trabalhadora.
“A perspectiva é que nas próximas horas estaremos nos reunindo com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para tratar do conteúdo da reforma e garantir o acesso dos(as) representantes das Confederações e Centrais aos gabinetes, salas e plenários do Senado, para fazer o corpo a corpo junto aos senadores(as), no sentido de convencê-los para que fiquem ao lado dos trabalhadores(as). Aproveito para, desde já, convocar todos os(as) dirigentes das Federações para pedirem que os senadores(as) dos seus estados votem a favor da nossa classe. Nossa orientação é que os dirigentes procurem o Fórum das Centrais Sindicais nos seus estados para fazer o processo de pressionamento unificado, pois o Projeto será votado na Comissão de Assuntos Econômicos na próxima terça-feira(06)”, convocou o presidente da CONTAG, Aristides Santos.

Aristides ainda lembrou que um dos prejuízos da reforma trabalhista é acabar com a contribuição sindical para agricultura familiar. "Essa medida prejudica a sustentabilidade do Movimento Sindical e consequentemente enfraquece a nossa luta histórica por direitos. Afinal, todas as políticas públicas que hoje estão no meio rural só são realidade porque temos travado uma luta contínua pela garantia de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras", afirmou.

Aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 27 de abril, o Projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16, do Poder Executivo), altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para prever, entre outras medidas, a prevalência do acordo sobre a lei, regras para o trabalho intermitente e o fim da contribuição sindical obrigatória e da ajuda do sindicato na rescisão trabalhista.





FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG - Barack Fernandes