sexta-feira, 2 de junho de 2017

Pesquisas mostram a viabilidade do plantio de palma forrageira



Seminário sobre palma forrageira



O seminário técnico realizado no auditório da sede da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) nesta segunda-feira (29) reuniu técnicos, pesquisadores e convidados de várias instituições para apresentação e discussão da “Viabilidade Econômica da Produção de Palma Forrageira Irrigada e Adensada”. O tema foi exposto pela zootecnista Suênia de Araújo Dantas e pelo pesquisador da Embrapa/EMPARN, Guilherme Ferreira, que falou sobre a execução do projeto que tem a parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Banco do Brasil.
No início do seminário, o assessor de agronegócios da Superintendência Estadual do Banco do Brasil, Pedro Libero da Silva, falou sobre as linhas de financiamento oferecidas pela instituição para pequenos, médios e grandes produtores rurais que desejarem produzir palma forrageira em sequeiro ou irrigada. Ele deu detalhes sobre questões como juros, carência e prazo de amortização.
PESQUISA
A primeira palestrante foi a zootecnista Suênia Flávia de Araújo Dantas, funcionária do Banco do Brasil em Natal, com curso para Especialista MBA em Agronegócio na PECEGE/ESALQ/USP em 2016. Ela teve como referência o projeto de palma forrageira da EMPARN. O resultado das pesquisas constata a viabilidade econômica da produção de palma forrageira irrigada e adensada no semiárido Potiguar.
Utilizando gráficos, tabelas e fotografias, a pesquisadora mostrou em seu trabalho que o semiárido pode ser um excelente cenário para a implantação de projetos de produção de palma irrigada e adensada por apresentar, em grande parte, clima desfavorável à produção dessa cultura em sistema de sequeiro. A irrigação e adensamento surge, então, como alternativa viável economicamente para investidores.
A análise dos dados foi feita considerando-se o custo de produção de um hectare no município de Apodi/RN. Foram analisados o investimento, custos de manutenção, rentabilidade e estimativa de crescimento ao longo de 8 anos. Por meio de fluxo de caixa foram obtidos o Valor Presente Líquido [VPL], com taxa mínima de atratividade de 8%, taxa interna de retorno [TIR] e o payback, assim como o cálculo do ponto de nivelamento.
O projeto foi considerado economicamente viável, com a constatação de VPL igual a R$ 105.892,49 e TIR de 88%. O lucro líquido anual do projeto alcançou R$ 22.552,20, o que acumulado durante oito anos pode atingir R$ 158.319,80. Com base no payback, o investidor teria retorno do investimento inicial em 1 ano e 9 meses. A produtividade mínima para que a atividade desse lucro foi de 70.103kg/ha/ano.
DISTRIBUIÇÃO
Na segunda etapa do seminário, o pesquisador da Embrapa/EMPARN, Guilherme Ferreira da Costa Lima, coordenador do projeto, relatou o que está sendo executado em pesquisa e na distribuição de raquetes de palma em várias regiões do Estado. Em junho está prevista a distribuição em municípios do Oeste, segundo o pesquisador. São raquetes de palma forrageira das variedades Orelha de Elefante Mexicana e Miúda para agricultores familiares. As ações acontecem em parceria com o IDIARN, EMATER-RN, Secretarias Municipais de Agricultura e a ASA/Trairi.
A EMPARN coordena e executa no Rio Grande do Norte o convênio celebrado com a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, que contempla atividades de pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologias voltadas à utilização da palma forrageira como reserva forrageira estratégica para o semiárido nordestino.
Entre as metas do convênio estão a implantação e acompanhamento de bancos de raquetes sementes de palma forrageira tolerantes à cochonilha do carmim (Dactylopius opuntiae) a fim de repovoar áreas atingidas pela praga e formar barreiras para impedir a propagação oriunda dos municípios com maiores índices de infestação monitorados pelo Idiarn. Apesar da escassez hídrica, as unidades continuam sobrevivendo, sendo monitoradas através de visitas dos técnicos do projeto com levantamentos e controle de pragas como a cochonilha de escama.
Periodicamente são feitas análises de solo e acompanhamento de estande para avaliar necessidades de replantio no início do inverno. Com o resultado das atividades desempenhadas pela equipe do projeto, a EMPARN foi convidada para atuar como uma das coordenadoras e executoras do “V Congresso Brasileiro de Palma e Outras Cactáceas”, em parceria com a FAERN e SEBRAE, que acontecerá em Parnamirim, nos dias 7 a 8 de agosto de 2017.
fonte do blog de nossa terra