quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Documentação: autonomia da trabalhadora rural

A luta pela documentação das trabalhadoras rurais é um desafio histórico sempre pautado nas ações de massa estratégicas da CONTAG, a exemplo da Marcha das Margaridas que desde sua primeira edição vem pontuando a necessidade do acesso para documentos como a identidade para as trabalhadoras rurais. Mesmo já tendo sido conquistado através da Marcha, se concretizando no que conhecemos como o Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR), muitos ainda são os desafios para garantir que mulheres do Campo, da Floresta e das Águas tenham acesso. Nessa perspectiva  vai até esta sexta-feira (04)  em São Paulo o Segundo Seminário sobre a Pesquisa: “Acesso e ausência de documentação por parte das mulheres rurais”. 
 
"Quando pautamos a necessidade do Programa é porque sabemos da dificuldade que muitas companheiras têm por falta do documento. A documentação na mão das trabalhadoras rural representa autonomia, o direito de ir e vir, de dizer o que pensam, de avançar no acesso das políticas públicas que só se conquista se tiverem documentação. A transformação da nossa reivindicação já é uma importante conquista, nos resta seguirmos com a boa aplicação dela nos lugares mais distantes do nosso Brasil, destacou a secretária de Mulheres da CONTAG, Alessandra Lunas.
 
 O Seminário, que conta com a participação da CONTAG, representada pela assessora de Mulheres, Sarah Luiza Moreira, é uma oportunidade para que as (os) participantes possam contemplar os  resultados do estudo sobre a posse de documentos por mulheres moradoras de áreas rurais em todo o Brasil. Serão apresentados resultados relativos aos produtos 2 e 3, que trataram dos dados de execução do PNDTR, bem como indicadores sociais para as cinco regiões do país, em especial, os Territórios da Cidadania. O objetivo, além de conhecer os resultados, é facilitar seu uso como instrumento de gestão.
 
Nesta sexta-feira ( 4) o Seminário segue  com apresentação dos números  do PNDTR com Roberta Peres, sub-coordenadora de Pesquisa Quantitativa  do Programa, onde será retomada a importância da coleta de dados para o monitoramento de políticas públicas. A apresentação continua com debate sobre as principais dificuldades de implementação e possíveis soluções para esses problemas. 
 
Ainda pela manhã de sexta  serão retomadas as diferentes instâncias escolhidas para a análise - grandes regiões, Unidades da Federação, Territórios da Cidadania e Municípios - os principais resultados dos indicadores selecionados e como os gestores, em todas as diferentes etapas do projeto, poderão fazer uso deste produto como ferramenta para diagnóstico, gestão e avaliação cotidiana das ações.

Abertura
 
Para facilitar a compreensão de todas (os) presentes sobre a temática,  ainda na abertura do evento  a coordenadora do PNDTR  trouxe um resgate do Histórico do PNDTR e sua organização atual. A apresentação as características da sua organização atual. Por fim, alguns relatos de acompanhamento de mutirões até o momento serviram  para dar uma ideia da diversidade do Programa, enfatizando a forma de organização da coleta de informações e a importância de aperfeiçoar e uniformizar essa tarefa.
 
FONTE: Assessoria de Comunicação CONTAG- Barack Fernandes