quarta-feira, 29 de junho de 2016

Inovações tecnológicas são essenciais para fortalecer a agricultura familiar no Semiárido



Insa e ASA realizam avaliação da pesquisa de monitoramento de práticas sustentáveis em sistemas agrícolas familiares e núcleos de desertificação



Produção de hortaliças de Dona Cida (Foto: Daniela Bento)

Cerca de 90% dos estabelecimentos rurais agropecuários do território do Semiárido brasileiro são ocupados pela agricultura familiar. Diante disso, as estratégias de convivência sustentável com as condições climáticas da região se apresentam como objeto da pesquisa científica e participativa Insa-ASA. É necessário entender a trajetória das inovações ocorridas dentro dos agrossistemas familiares, a partir das dimensões ecológica, econômica e social.
Um grupo de 20 pesquisadores, provenientes dos nove estados do Semiárido, e integrantes do projeto Insa-ASA se reuniram nos dias 16 e 17 de junho, em Campina Grande (PB), para realizar a avaliação de andamento do projeto. A pesquisa iniciada em 2012 é desenvolvida pelo Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCTIC) e por dez organizações da sociedade civil que integram a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA).
A pesquisa realiza um levantamento com 100 famílias agricultoras que possuem tecnologias sociais em suas propriedades. Sendo as implementações adquiridas através do Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC) e Programa Uma Terra Duas Águas (P1+2) da Asa Brasil.
Trajetória de Inovações
Uma das famílias estudadas é a de dona Cida e seu Claudionor, da comunidade Sítio Verde, município de Porto da Folha no Alto Sertão Sergipano. Utilizando a ferramenta Linha do Tempo foi possível montar a trajetória de inovações da família a partir dos avanços na infraestrutura hídrica, diversificação da produção, segurança alimentar, subsistemas pecuários e vegetais. Além destes aspectos, as transformações sociais ocorridas fora do agroecossistema figuram nessa trajetória.



Os resultados da pesquisa apontam que a melhoria da infraestrutura hídrica para captação e armazenamento de água na propriedade permitiu a geração de renda com baixo custo e diversificação produtiva. A segurança alimentar da família, com o autoconsumo dos produtos, aumentou em 50% após a utilização de estratégias agroecológicas para produção e comercialização. Em 2015, a estimativa de impacto econômico na renda agrícola monetária da família foi de aproximadamente 15 mil reais por ano, valor maior que o dobro se comparado à renda obtida antes do P1+2, que foi de aproximadamente sete mil reais por ano.

fonte do blog de nossa terra